Estocolmo, 28 (AE-ANSA) - A Conferência de Estocolmo sobre o Holocausto, primeiro fórum internacional do ano 2000, terminou nesta sexta-feira (28) com o firme compromisso da comunidade internacional para construir um mundo novo sem racismo.
Os representantes dos 45 países participantes, assim como os das numerosas organizações internacionais que também estiveram presentes sublinharam a necessidade de não se esquecer o Holocausto para que não voltem a ocorrer genocídios, valas comuns, anti-semitismo e xenofobia.
Pela primeira vez na história, cerca de 20 chefes de Estado e de governo se reuniram em uma conferência para falar sobre memória e educação.
O fórum da capital sueca terminou com um compromisso sem precedente por parte da comunidade internacional, que expressou fortemente sua vontade de assentar as bases para o início do próximo século.
O século 20, reiteraram os participantes, foi marcado pelo extermínio perpetrado pelos nazistas contra seis milhões de judeus e, em suas últimas décadas, pelos genocídios na Bósnia, no Timor Leste, em Ruanda e em Kosovo.
Após três dias de debates, encontros e grupos de trabalho, os participantes da Conferência esboçaram uma linha na consciência dos países civis que devem fazer frente ao ano 2000.
Os participantes esclareceram que ocorreram matanças étnicas, discriminações raciais e o holocausto, mas também começou-se a traçar um novo caminho com a conservação da memória, a lembrança daqueles assassinados e que sacrificaram suas vidas.
Para os participantes, os dois pontos-chave nos quais se deve basear a construção de um mundo novo devem ser: a conservação da memória e a educação dos jovens.

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