Primeiro de Maio corre para conter epidemia
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Danilo Marconi<BR>Reportagem Local 
Primeiro de Maio A Prefeitura de Primeiro de Maio, Região Metropolitana de Londrina (RML), está promovendo uma força-tarefa na tentativa de conter o avanço do mosquito transmissor da dengue. O município enfrenta uma nova epidemia da doença, a segunda nesta década (em 2010 foram registrados 699 casos da doença).
A Secretaria de Saúde havia confirmado laboratorialmente até ontem 57 casos positivos da doença e 265 notificações. O município tem 10,8 mil habitantes. No entanto, os números devem explodir nos próximos dias já que não há mais necessidade de realização de exames para confirmação dos casos, bastando o critério clínico.
"Analisamos várias situações como dores, febre, vermelhidão pelo corpo. Com isso, 97% dos casos notificados devem ser confirmados", adiantou a enfermeira da única unidade básica de saúde (UBS) de Primeiro de Maio, Fabiane Favarão Federice.
Três pacientes estavam internados ontem em observação no Hospital Municipal, um deles um idoso de 65 anos com alterações do nível de plaquetas no corpo.
A procura por atendimento vem superlotando a UBS. Ontem, 16 pessoas foram medicadas com dengue na unidade e já receberam os primeiros cuidados básicos. "Estou com dor de cabeça, nos olhos, febre. Tudo dói. Nunca havia sentido isso antes", descreveu o servente de pedreiro, Fernando Umbelino.
A Secretaria de Saúde colocou todos os 24 servidores das áreas de endemias e vigilância sanitária no combate a doença. Um mutirão de limpeza foi realizado no final de semana. Também foram pedidas contratações de novos agentes de endemias e formadas quatro equipes de campo que realizam verdadeiros arrastões pela cidade. "Estamos realizando bloqueios como prevê o protocolo", afirmou a secretária de Saúde, Aline Maria Piva.
A 17ª Regional de Saúde encaminhou seis profissionais para auxiliarem o combate a dengue. Duas máquinas costais e um carro fumacê também foram enviados para Primeiro de Maio. Os agentes começaram a aplicação de inseticida, que deve continuar pelos próximos 30 dias. "O bloqueio será feito em todos os 240 quarteirões da cidade. Todas as casas recebem aplicação", afirmou o coordenador de endemias, Kelson da Silva Matos.
"Também estamos capacitando pessoal da retaguarda para fornecer tratamento adequado e identificação dos casos graves para não termos surpresas como mortes. Estávamos alertando o município sobre uma epidemia desde o ano passado", alertou a chefe da 17ª Regional, Djamedes Garrido.
O prefeito Daniel Renzi promete multar o morador que não colaborar. Só nas duas últimas semanas foram 59 notificações, que poder resultar em autuações. "Vamos notificar proprietários de terrenos baldios, tentar evitar esses vazios urbanos, cobrar um IPTU progressivo para que edifiquem ou vendam para que sejam construídos novos imóveis. Vamos fazer roçagem e cobrar valor do serviço acrescido de multa no carnê do IPTU", disse.


