Dependentes químicos que realizam tratamento na Comunidade Prolov, em Londrina, entrevistados pela FOLHA afirmam que a primeira droga que consumiram veio de amigos e não de traficantes. Eles contam que experimentaram a maconha pela primeira vez na adolescência, na faixa de 13 a 14 anos. Segundo um jovem de 19 anos, o erro dele foi conviver com as pessoas erradas. ‘‘A primeira maconha que consumi foi dada de graça por eles’’, conta.
  Ele acabou devendo dinheiro para traficantes, que lhe aplicaram uma surra quando não realizou o pagamento pela droga que consumiu. ‘‘Cheguei a vender praticamente tudo o que havia na casa de minha mãe’’, confessa.
  Outro jovem, de 20 anos, relata que optou pela maconha devido ao preço acessível. ‘‘Eu gastava tudo o que tinha no bolso com a maconha.’’ Segundo ele, com R$ 10 comprava 20 gramas de maconha, o suficiente para fazer 20 cigarros. ‘‘Passei a procurar outras drogas como a cocaína, o crack, o LSD e chá de beladona, que também possui efeitos alucinógenos, em bocas-de-fumo’’, conta.
  O coordenador da comunidade, Rogério Nascimento França, foi usuário de drogas e há 12 anos deixou de usá-las. ‘‘A nossa luta é diária e eu consegui desligar o ‘piloto automático’ e não fracassei’’, diz, orgulhoso. (V.O.)

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