Primeira semana do horário de verão gera economia maior que a prevista
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quinta-feira, 07 de outubro de 1999
Por Gustavo Paul 
Brasília, 08 (AE) - A primeira semana de vigência do horário de verão resultou em uma economia maior do que a esperada no período de pico do consumo, que vai das 18 horas às 22 horas. Segundo dados divulgados hoje pelo Ministério de Minas e Energia, a redução da demanda de energia no sistema elétrico das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, na terça-feira, dia 5, foi de 8,5%, quando o esperado era no máximo 6%. O ministério admite que o principal motivo para esse resultado positivo foram as baixas temperaturas médias verificadas esta semana nas principais cidades, o que foi considerado anormal para esta época do ano. Ainda assim, segundo o ministério, os números "indicam uma tendência favorável, mas é importante ressaltar que tais hábitos só estão consolidados após duas semanas".
Os dados indicam que, no dia 5, a demanda máxima de energia chegou a 39.273 megawatts (MW), às 21h17. Na terça-feira anterior, dia 28 de setembro, o consumo máximo foi de 42.939 MW, às 19h05. A capacidade máxima de geração de energia no País estava em torno de 44 mil MW. Com o horário de verão, o horário de pico teve um deslocamento de 1 hora e 12 minutos. No sistema elétrico do Nordeste, que pela primeira vez em vários anos adotou o horário de verão, os resultados foram bem inferiores. A redução na região foi de apenas 2,9%, e o deslocamento do horário de ponta chegou a apenas 48 minutos. Lá, a demanda máxima no dia 5 chegou a 7.157 MW, às 19h11. Na terça-feira anterior, o pico foi às 18h23 com consumo de 7.370 MW. O horário de verão terá duração de 146 dias e se encerra no dia 27 de fevereiro. Ao todo, a expectativa do governo é alcançar uma economia média de 2,3% no consumo de energia nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.


