Preocupados com ação dos sem-terra no município, cerca de 35 proprietários de terras em Icaraíma pediram ajuda à UDR para se prevenir contra invasões. Além de sugerir aos fazendeiros a montar um esquema de mobilização a ser acionado para impedir a entrada dos sem-terra nas propriedades, o coordenador geral da UDR aconselhou-os a contratar empresas técnicas para fazer pré-vistorias, reverem os índices de produtividade e não assinarem vistorias do Incra que declarem a terra improdutiva. Souza também sugeriu que criem um serviço de informação para acompanhar a movimentação dos sem-terra e tentar descobrir (e impedir) novas invasões.
A primeira invasão em Icaraíma aconteceu em 97 quando ribeirinhos de Querência ocuparam a Fazenda Central, que estava sendo tomada pelo Banestado. Segundo o prefeito Hosny dos Santos, a ocupação não preocupou muito porque a terra invadida estava sendo tomada pelo Banestado em troca de dívidas. ‘‘Mesmo assim, já causou prejuízo porque não conseguimos mais nenhum produtor interessado em arrendar terras para plantio de soja. ‘‘Na época, tínhamos 1.500 alqueires acertados e todos os interessados desistiram.’’
Segundo o prefeito a retomada das invasões pode estagnar de vez a economia do município. Ele diz que o movimento já inibiu o comércio de imóveis e o comércio varejista que já estavam retraídos devido o início da crise financeira. Ele prevê que dificilmente os produtores de soja vão renovar os contratos de arrendamento no município. (V.M.)

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