Primeira-dama 'exorcizou' Olivos11/Mar, 13:11 Buenos Aires, 11 (AE) - "Agora me sinto melhor. Aquela decoração árabe me sufocava e as energias negativas não me deixavam respirar." Segundo a especialista em famílias presidenciais, Olga Wornat, esse foi o desabafo feito pela primeira-dama argentina, Inés Pertiné, a algumas amigas sobre as modificações que ela achou necessário fazer na residência oficial de Olivos. Pertiné livrou-se da carregada decoração deixada pelo ex-presidente Carlos Menem, na qual predominavam tons dourados e vermelhos. Além disso, impressionada pelos relatos de ritos esotéricos estranhos feitos no local, Pertiné mandou um grupo de sacerdotes "limpar" Olivos com água benta e incenso. O "exorcismo" foi reforçado após constatarem a existência de amuletos suspeitos escondidos nas barras das cortinas. Segundo Wornat, Menem deixou a residência de Olivos "imunda". Além disso, na mudança, Menem - que concluiu seu mandato em dezembro - teria levado lustres e apliques de parede, além de deixar as tomadas sem proteção, com os fios elétricos à vista. Não apreciando o estilo menemista, Pertiné também retirou uma fonte com sapos de cujas bocas jorrava água, além de remover um jardim cheio de flores vermelhas e brancas, as cores do time do coração de Menem: o River Plate. Colocou lavandas em seu lugar, e respirou aliviada. "Agora tenho um jardim decente", disse. Mas a redecoração quase trouxe um problema: em uma sequência digna de um filme de Pedro Almodóvar, Pertiné quis se livrar de Barcín, um cão afegão cego que Menem "esqueceu" no veterinário. Dias depois, alertado pelo veterinário, um radialista começou a difundir a história, e antes que alguma associação protetora de animais reclamasse, Pertiné adotou o cão mas não antes da publicação de uma reportagem na Caras, dedicada a explicar seu amor pelos cães. (A.P.)

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