Casos suspeitos da doença passaram de 834 para 1.102 em 126 municípios paranaenses; notificações abrangem todas as 20 Regionais de Saúde do Estado
Casos suspeitos da doença passaram de 834 para 1.102 em 126 municípios paranaenses; notificações abrangem todas as 20 Regionais de Saúde do Estado | Foto: Marvin Recinos/AFP



A quarta semana de acompanhamento da dengue acrescentou sete novas confirmações da doença, passando dos 20 contaminados até o boletim anterior para 27, sendo quatro autóctones e três importados, segundo os dados divulgados ontem pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Embora ainda esteja dentro de um patamar considerado normal pela equipe de monitoramento do boletim, o aumento das notificações do que ainda será confirmado por exames laboratoriais, passando de 834 para 1.102 suspeitos, acende a luz amarela pelo fato de envolverem 126 municípios paranaenses e de todas as regiões do Estado.
Além disso, faltando uma semana para a chegada da primavera cuja meteorologia prevê a combinação de temperaturas mais quentes com muita chuva, o reforço de todas estratégias de prevenção contra o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti torna-se imprescindível. "Ao analisarmos que todas as 20 Regionais de Saúde do Paraná já notificaram casos suspeitos, independentemente de serem locais mais frios ou quentes, fica clara a necessidade de redobrar o alerta para evitar um quadro futuro de epidemia", frisa o coordenador da Sala de Situação de Dengue da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), Raul Bely.
Ele ressalta que adoecer de dengue, chikungunya ou zika vírus é extremamente "desconfortável" para qualquer paciente. "Quem já pegou, não quer a segunda vez. E eliminar os criadouros ou tomar a vacina são medidas bem razoáveis diante do mal-estar gerado por essas doenças", orienta.

RAIO DE BLOQUEIO
Sobre os casos suspeitos de chikungunya, o novo boletim mostrou que já somam 31 notificações, contra 27 da semana passada. Já as suspeitas de zika vírus subiram de 13 para 23 entre um relatório e outro. "Por enquanto, não houve nem confirmações de doentes de zika e chikungunya, nem morte de dengue. De qualquer forma, uma das ações que a Sesa tem lançado mão é realizar o raio de bloqueio", afirma Bely.
Segundo o coordenador, o raio de bloqueio é utilizado em todas as casas com pacientes suspeitos de zika e chikungunya, por conta do risco para outras gestantes da comunidade, e nas situações confirmadas da dengue. "A ideia é interromper a cadeia de transmissão, principalmente, nos locais onde a doença foi importada, ou seja, com menor chance de já ter um vetor de transmissão".
Segundo o boletim, novos casos suspeitos de zika e chikungunya continuam dentre os 11 municípios que já registraram outras notificações dessas doenças. "Há situações como em Jandaia do Sul, com 21 mil habitantes, em que há nove suspeitas de zika, que a Sesa e a equipe municipal estão redobrando a atenção e a revisão de todas as estratégias para evitar uma situação crítica".

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