PricewaterhouseCoopers aponta recorde de fusões no Brasil
Nova York, 20 (AE-DOW JONES) - O Brasil atingiu um nível recorde de fusões e aquisições em 1999, segundo estudo da PricewaterhouseCoopers LLP. Houve 493 transações no ano passado, de 480 em 1998 e 186 em 1990. "Nos anos 90, as companhias domésticas e estrangeiras centraram foco em aquisições estratégicas e alianças no Brasil para se posicionarem para o crescimento na região", disse à agência Dow Jones Eduardo Pupo, do Latin American Business Center da PricewaterhouseCoopers em Nova York.
Ele espera que os negócios cresçam este ano, especialmente porque o Brasil continua a atrair investidores estrangeiros. Um dos principais motores da atividade serão as companhias que vão entrar no mercado brasileiro por meio de aquisições. Os negócios também serão impulsionados por novas privatizações, sobretudo no setor de energia, pelas companhias privatizadas que reestruturam sua estrutura acionária e financeira e por investidores estratégicos que realinham investimentos, assim como por novas oportunidades de investimento criadas por fundos de private equity executando suas estratégias de retirada, afirma o relatório.
Com a globalização, o capital estrangeiro está tendo um impacto significativo na atividade de fusão e aquisição no Brasil. Os negócios envolvendo capital estrangeiro mais do que dobraram na última década, representando 66% no ano passado, de 30% em 1990. O número de transações envolvendo participação controladora também aumentou, respondendo por 52% de 1995 a 1999
comparado com 32% entre 1990 e 1994. Enquanto isso, os negócios envolvendo participação minoritária declinou para 17% de 32% entre 1995 e 1999. Os setores químico e petroquímico registraram a maior parte da atividade de fusão e aquisição na última década, seguidos por alimentos, bebidas e tabaco, e o setor financeiro. No ano passado, a indústria de tecnologia da informação foi uma das mais buscadas em meio ao "boom"de Internet no Brasil, respondendo por 13% do total de negócios.





