Previsão errada mantém vivo empresário gaúcho
PUBLICAÇÃO
sábado, 03 de janeiro de 1998
Agência Estado Novo Hamburgo 
O empresário de Novo Hamburgo, Adriano Schneider, 32 anos, deixou em 1997 as previsões de que iria morrer em um acidente de automóvel. À meia-noite do dia 31 janeiro, ele festejou a chegada de 1998, afirmando que não daria mais importância a previsões de cartomantes. Apesar de ter levado a história com bom humor desde o inicio do ano passado, acabou revelando, poucos minutos antes da meia-noite: Não desejo para ninguém o que eu passei.
Cercado dos irmãos, da mãe e dos sobrinhos, na casa de veraneio da família em Tramandaí, onde passou as festas, ele já planejava um recomeço. Vai esquecer o caixão amarelo que adquiriu em agosto e assim que retornar a Novo Hamburgo, amanhã, volta a trabalhar em sua revenda de automóveis e passa a remobiliar a casa onde mora. Por conta das profecias negativas, Schneider vendeu tudo.
No inicio de 97, alguns amigos me falaram que haviam consultado cartomantes e que eu teria um acidente fatal. Não disseram o dia, mas disseram que seria ainda em 97, relembra. Uma das pessoas a transmitir o aviso foi a mãe de uma de suas filhas.
DestinoQuanto às videntes, ele também diz que não as conhece. Afirma apenas que são pessoas de fora de Novo Hamburgo. A preocupação maior do empresário, caso a previsão se confirmasse, era com as filhas. Tenho três filhas com três mulheres diferentes. Por isso, aproveitei e fiz seguro de vida para elas, com uma procuração para a minha irmã, conta.
Mesmo acreditando que morreria em um acidente de carro, Schneider não deixou de seguir guiando sua Mercedes pela freeway, de Novo Hamburgo a Tramandaí, em um trânsito de mais de 100 veículos por minuto.


