Edson Luiz
Agência Estado
De Brasília
Até março, quando termina o verão brasileiro, o clima vai apresentar algumas instabilidades pelo País. O Acre, Estado normalmente quente, terá temperaturas mínimas de até 19 graus, enquanto no Centro-Oeste, principalmente no Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso, existe a possibilidade de pancadas de chuvas e queda de granizo. Choverá pouco no Sul do Brasil e em Roraima.
Segundo o boletim de verão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o clima em várias regiões brasileiras pode ser afetado pelo fenômeno ‘‘La Niña’’, que continua agindo no Oceano Pacífico Equatorial. Por isso, podem ocorrer chuvas contínuas no Centro-Oeste e Sudeste e aumento do nível pluviométrico no Norte do País. A temperatura também vai baixar nestas regiões e aumentará no Sul.
Pelas previsões do Inmet, existe a possibilidade de que a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) – que caracteriza pela interação da umidade continental equatorial com a umidade oceânica trazida pelas frentes frias – permaneça semi-estacionária. Com isso, no norte de São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, a precipitação poderá superar os valores médios.
Na região Sul haverá má distribuição de chuvas, mantendo-se praticamente o mesmo clima que vem ocorrendo nos últimos meses. Mas pode ocorrer precipitações fortes em períodos curtos, ou vários dias sem precipitações, o que poderá afetar a agricultura.
Para o Norte e Nordeste, as previsões são de chuvas esparsas. No Pará, os índices pluviométricos podem subir de 600 milímetros até 900 milímetros de chuva, o mesmo acontecendo em parte do Amapá. Em Roraima, este período será considerado o mais seco do ano, enquanto haverá variação de chuvas no Acre e Amazonas.