São Paulo, 17 (AE) - O ministro da Previdência, Waldeck Ornélas, disse hoje que o novo modelo de previdência que está sendo implementado permitirá que até o final de junho todos os processos de aposentadoria, recursos e revisões terão sido despachados. A prioridade será dada aos processos que estão na fila há mais de um ano. "O que ocorria antes era um desrespeito ao direito do cidadão; num prazo de 120 dias vamos acabar o represamento de processos existentes, vamos evitar a repetição desse problema que existe a décadas", disse Ornélas. Só no Estado de São Paulo existem mais de 100 mil processos na fila de espera.
Hoje o ministro reuniu-se em São Paulo com um grupo de trabalho que coordena as alterações no atendimento ao segurado nos postos e agências do INSS. O objetivo do novo modelo é eliminar filas e fraudes. Para isso, segundo Ornélas, os funcionários do INSS estão sendo treinados e todo o processo de atendimento ao público, para qualquer benefício requerido, está sendo informatizado. "Queremos esse padrão de atendimento no País todo, ele inibirá fraudes porque vai permitir o atendimento imediato do segurado", disse Ornélas.
O ministro afirmou que o novo sistema de atendimento também ajudará no combate à fraude. "Estamos jogando duro nessa área e não teremos outra Jorgina Fernandes, criamos um ambiente novo e uma realidade nova. Muitas vezes as dificuldades criadas para o atendimento ao segurado visavam facilitar a fraude", disse Ornélas. Jorgina Fernandes lesou a Previdência Social em mais de US$100 milhões.
Waldeck Ornélas negou-se a falar sobre a possibilidade de o governo federal fixar uma quantia maior do que a anunciada, R$151,00. O ministro também evitou falar sobre a manifestação que está sendo organizada pelas centrais sindicais, com o objetivo de pressionar o governo em defesa do mínimo de R$177 00. "Não estou sabendo de nenhuma manifestação, estou cuidando de melhorar o atendimento aos segurados. Mas, eles são livres para se manifestar e para pressionar", disse Ornélas.
Sobre o estudo do economista Márcio Pochman a respeito do salário mínimo, Ornélas disse que o cálculo apresentado pelo economista deve estar errado. "O ministro Pedro Malan está contestando os números dele, imagino que ele tenha errado nas contas", disse Ornélas sobre o economista Pochman. O estudo feito pelo economista indica que um salário mínimo de R$180,00 acrescentaria um gasto anual de R$136 milhões à Previdência.

mockup