Previdência Mappin é liquidada; piora situação de funcionários
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quinta-feira, 05 de agosto de 1999
Por Thélio de Magalhães 
São Paulo, 6 (AE) - O ministro da Previdência Social, Waldeck Ornelas, decretou hoje a liquidação extrajudicial da sociedade de Previdência Privada Mappin, cuja a patrocinadora, Mappin Lojas de Departamentos SA, teve falência decretada no dia 29. Foram colocados em disponibilidade os bens de todos os conselheiros e diretores da entidade. Para o cargo de liquidante foi nomeado Gilson Ganen.
A intervenção complica ainda mais a situação dos ex-funcionários do Mappin, que mantinham com a entidade prêmios para a complementação de aposentadorias. A liquidação impediu o cumprimento de decisão do juiz da 18ª Vara Cível, Luiz Beethoven Giffone Ferreira, que mandava deslacrar a sede da previdência, que funcionava no 12ª andar da loja do Mappin na Praça Ramos de Azevedo, centro de São Paulo. A deslacração fora requerida pela diretoria da entidade para a retirada de documentos e materiais que garantissem a continuidade do serviço.
A portaria ministerial de nº 5575 esclarece que "foi constada pela Secretaria de Previdência Complementar a ocorrência de irregularidades". Considera ainda que " a ação do Poder Público deve ser exercida com o objetivo de proteger os interesses dos participantes das entidades fechadas de previdência privada."
Audiência - A sorte do Mappin será decidida no próximo dia 11, às 13h30, em audiência especial de conciliação convocada pelo juiz. Foram convidados a participar da audiência representantes do Mappin, sindicalistas, Abilio Diniz, dono do grupo Pão de Açucar, e outros empresários interessados no arrendamento de pontos da rede falida.
Um dos pontos a ser examinado envolve a reabertura pelo Pão de Açucar de duas lojas Mappin, no Itaim e na Praça Ramos de Azevedo, ou seja: significaria empregos para 832 ex-funcionários da rede falida.
O juiz mandou ouvir sobre a proposta de abertura o síndico da falência, Alexandre Alberto Carmona, e o Ministério Público. O síndico é favorável à proposta desde que haja o reaproveitamento dos ex-funcionários. Segundo Carmona, a massa falida já arrecadou R$ 19 milhões, quantia insuficiente para fazer frente até aos compromissos mais urgentes. Somente o passivo trabalhista circulante é de R$ 13 milhões.


