Previdência: FHC reúne-se na sexta com governadores
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segunda-feira, 11 de outubro de 1999
por Tânia Monteiro 
Brasília, 12 (AE) - Depois de passar o fim de semana prolongado descansando em seu sítio em Ibiúna, no interior de São Paulo, o presidente Fernando Henrique Cardoso regressa a Brasília para uma semana curta, mas não menos problemática ou movimentada. Sua principal batalha será a reunião na sexta-feira com os governadores para decidir como solucionar os problemas de caixa da Previdência, criados com a decisão do Supremo Tribunal Federal ao suspender a cobrança dos inativos e a elevação da alíquotas dos servidores ativos.
O presidente quer obter a adesão dos governadores para conseguir a aprovação de emendas no Congresso, ampliando recusos para o Tesouro, sob a alegação de que eles também enfrentarão problemas semelhantes em seus Estados. Mas o primeiro entrave já está surgindo porque dos 27 governadores convidados pelo Planalto, apenas 13 confirmaram suas presenças.
Até a sexta-feira, Fernando Henrique espera ampliar a lista de adesão, embora saiba que o encontro poderá ser usado também para receber sérias cobranças das promessas feitas pelo governo federal e não cumpridas na forma como desejavam. Como exemplo sempre citam a renegociação das dívidas dos Estados e a compensação da Lei Kandir.
Mais uma vez, o presidente pretende começar a semana apresentando resultados para mostrar que não está apenas adminsitrando crises, mas está trabalhando e combatendo o que considera o problema mais grave do País atualmente: o desemprego. Ele lança um novo programa de incentivo à construção civil, com objetivo de criar 120 mil novos empregos, no Planalto
com a presença dos principais empreendedores do setor.
Pela manhã, no Palácio da Alvorada, Fernando Henrique, receberá a carta de princípios de proteção à vida, do grupo de crianças participantes do projeto "Produtores da Vida", do Ministério do Meio Ambiente.
Em seu programa semanal de rádio, que foi ao ar hoje, o presidente Fernando Henrique além de anunciar o novo programa de financiamento para imóveis, apresentou os resultados do censo escolar de 1999. De acordo com o censo, o número de crianças de sete a 14 anos no ensino fundamental passou de 89%, em 94, para 96% este ano. "Estes dados mostram que falta pouco para o Brasil garantir educação a todas as nossas crianças", comemorou. Fernando Henrique informou ainda que o Nordeste, que sempre apresentou indicadores bem abaixo da média nacional, o ensino fundamental cresceu 27%, nos últimos cinco anos. No restante do País, o aumento foi de 13%.


