Prévia do IGPM indica queda menor da inflação em setembro
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terça-feira, 07 de setembro de 1999
Por Gustavo Alves 
Rio, 8 (AE) - A inflação entre os dias 21 e 31 de agosto ficou em 0,69%, conforme a primeira prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) deste mês, divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ). A primeira prévia, calculada sempre nos dez últimos dias do mês anterior, serve como base de medição do custo de vida no mês corrente. O resultado mostra que a queda da inflação em setembro vai ser menor do que o previsto, segundo o chefe do Centro de Estudos de Preços do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV-RJ, Paulo Sidney Mello Cota.
Cota reviu a previsão de inflação entre 0,5% e 1% neste mês, e disse que o mais provável é que a taxa fique em torno de 1%. O fenômeno, segundo ele, é consequência do inverno prolongado, que evita a queda dos preços dos produtos agrícolas. "O clima não está ajudando", afirmou o economista.
Os preços dos produtos agrícolas e a elevação do dólar durante o mês passado influenciaram a alta de 0,96% dos preços no atacado na prévia do IGPM divulgada hoje - apenas 0,02% inferior ao registrado na primeira prévia do índice em agosto. Outro fator lembrado por Cota foi o reajuste dos combustíveis.
Consumo - A primeira prévia do IGPM de setembro, no entanto, foi bem inferior à registrada em agosto, de 0,96%. O motivo foi o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que ficou em 0,36%%, contra o resultado de 0,96% nos dez últimos dias de julho. Segundo o economista da FGV-RJ, o motivo foi o fim da influência dos reajustes das tarifas públicas.
O custo dos transportes, que aumentou 4,39% na prévia inicial de agosto, variou apenas 0,28%, segundo os dados divulgados ontem. Os medicamentos também contribuíram para reduzir a pressão do custo de vida sobre o consumidor. Na comparação entre os dois períodos de coleta de preços, a alta dos preços dos remédios passou de 2,49% para 0,49%.


