Prevenção é o melhor remédio contra a osteoporose
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Quando se fala em prevenção muitos não levam a sério a importância dessa medida que pode evitar o desenvolvimento de doenças graves e até mesmo a morte precoce. Bastante conhecida pela população, a osteoporose tem matado milhões de pessoas no mundo, principalmente mulheres vítimas de fraturas que, em muitos casos, identificam a perda da densidade óssea tarde demais.
Estatísticas médicas apontam que só nos Estados Unidos cerca de oito milhões de mulheres e dois milhões de homens têm osteoporose. No último ano mais de 400 mil pessoas sofreram fraturas de quadril na Europa e Ásia. Na América Latina, pelo menos uma em cada quatro fraturas são ocasionadas devido à osteoporose.
A doença é caracterizada por uma redução no osso mineral, de modo que os ossos ficam fracos e se torna mais fácil a ocorrência de fraturas. O ortopedista Rodrigo Alexandre Egger explica que cerca de 15% a 25% dos fraturados, principalmente na região do quadril, morrem após um ano da data do acidente. ''Precisamos entender que atualmente pessoas abaixo de 50 anos de idade também estão sendo diagnosticadas com a osteoporose. Algumas das explicações envolvem o sedentarismo, falta do uso de protetor solar para evitar o câncer de pele, que ocasiona a inibição do sol na fixação de vitamina D, além de uma alimentação inadequada'', diz.
Entre os sinais que podem apontar o surgimento da osteoporose estão as dores nos quadris e costas sem causa definida, a mialgia (dores musculares), além de fraturas sem trauma de alto impacto. Nos ossos longos (braços e pernas), podem ocorrer fraturas nas extremidades. As áreas afetadas, segundo os profissionais, podem apresentar muita sensibilidade.
Segundo o ortopedista, esses sintomas indicam a perda de massa óssea e quanto antes forem identificados, mais rápido o tratamento pode ser iniciado. ''Os tratamentos incluem a prática de atividade física, uma alimentação adequada, a correção da deficiência de vitamina D e cálcio, além do uso de medicamentos que inibem a perda da massa óssea'', explica Egger.
Em constante metabolismo de formação e destruição para sua renovação, o organismo das mulheres têm ainda mais chances de desenvolver uma osteoporose por causa da menopausa. Mulheres que não praticam atividade física também se enquadram no grupo de maior risco pelo fato de contribuir com o desequilíbrio das células que formam o tecido ósseo.
Egger alerta ainda que pacientes com doença autoimune, históricos de câncer de mama ou que já passaram por tratamento para controle de doenças crônicas também estão no grupo de maior incidência da osteoporose. ''Através da densitometria óssea é possível diagnosticar a doença. Outra possibilidade é a dosagem laboratorial, marcador que indica que o efeito osteoclasto foi inibido, mas nem todos os convênios liberam e é um exame caro. Na prática, as pacientes diagnosticadas precisarão ganhar massa magra e fazer o controle da doença com medicamnetos'', finaliza.
OSSOS FRACOS
Nas mulheres, a densidade (ou massa) óssea aumenta progressivamente até os 30 anos, momento em que os ossos estão mais fortes. Depois deste período, a densidade óssea diminui de forma gradual. A perda de tecido ósseo é acelerada depois da menopausa, que tende a aparecer em média, por volta dos 51 anos.
Fatores de risco:
✓ membros da família com osteoporose;
✓ déficit de cálcio na dieta;
✓ estilo de vida sedentário;
✓ etnia branca ou oriental;
✓ constituição magra;
✓uso de certos fármacos, como corti costeróides e uma quantidade excessiva de hôrmonio tireóideo;
✓ menopausa prematura;
✓ tabagismo;
✓ consumo excessivo de álcool.


