O câncer colorretal é a quinta causa de morte por neoplasia no Brasil e a segunda em países desenvolvidos. Na estatística mundial, a neoplasia de pulmão ocupa o primeiro lugar; as de estômago, próstata e mama que ocupam a segunda, terceira e quarta posições no ''ranking'', estão sendo prevenidas de maneira eficaz nos países do primeiro mundo. Já o Brasil não dispõe de um programa de prevenção nos moldes dos países desenvolvidos.
Já o câncer colorretal pode ser tratado até 10 anos antes dele aparecer. ''A melhor prevenção contra o câncer de cólon é evitar que ele apareça, o que pode ser feito de duas maneiras'', informa o gastroenterologista de Londrina Alberto Toshio Oba. A primeira é através da eliminação dos fatores de riscos ambientais, como alimentação desequilibrada, tabagismo e obesidade.
A segunda maneira é por meio da procura (prospecção) e retirada de lesões pré-cancerígenas, conhecidas como pólipos. ''Os pólipos são lesões benignas, que têm potencial de se transformar em câncer. Esta transformação pode ocorrer em poucos meses ou levar anos'', diz o médico. Se esta lesão for encontrada e tratada adequadamente, o tumor não irá se desenvolver.
O médico diz que, na maioria das vezes, um pólipo ou mesmo um câncer em fase inicial apresenta pouco ou nenhum sinal ou sintoma. De acordo com Oba, o exame mais indicado para diagnosticar o câncer de cólon é a colonoscopia, considerado ''padrão-ouro'', pois através deste exame é possível o diagnóstico e o tratamento das lesões pré-cancerígenas, que são os pólipos, e o diagnóstico e biópsias de tumores.
''Existem outros exames, porém não apresentam a mesma eficiência. No entanto, são úteis o Raio X contrastado do intestino grosso e a colonoscopia virtual (através de tomografia de última geração)'', completa.
Alimentação saudável A prevenção deve começar com os cuidados na alimentação e com a forma física. Optar pela ingestão de alimentação rica em vitaminas, oligoelementos, minerais e fibras (frutas e verduras em abundância). Também deve evitar o consumo de alimentos industrializados (corantes, estabilizantes, conservantes etc.); reduzir o consumo da carne vermelha e tomar cuidados com a forma física (a obesidade é fator de risco para câncer de intestino).

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