Curitiba - Quatrocentas mil pessoas morrem por ano no Brasil por causa das doenças cardíacas. A tecnologia oferece cada vez mais recursos, principalmente nas cirurgias do coração, mas a prevenção continua sendo a melhor forma de reduzir essas estatísticas. Por isso, o 6º Congresso Sul brasileiro de Cardiologia, que termina hoje em Curitiba, escolheu a prevenção como tema principal.
Foram 30 convidados nacionais, de vários estados do Sul e Sudeste do País, mais de 100 palestrantes e 550 inscritos. O pesquisador José Eduardo Souza, do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, apresentou o estudo mundial do qual participa sobre o stent recoberto com rapamicina, um dispositivo que é implantado nas artérias levando medicamento para evitar o infarto. Outro destaque foi a participação dos especialistas do Instituto do Coração de São Paulo (Incor) José Ramires e Protázio de Lemos Luz, falando sobre prevenção da doença coronária e os novos fatores de risco.
O presidente do congresso, Paulo Rossi, diz que a prevenção continua sendo a melhor forma de diminuir a mortalidade por causa das doenças do coração, que corresponde a 33% das mortes no Paraná. Vida saudável, dieta, exercícios, controle do peso e distância do cigarro são as medidas preventivas dessas doenças. No Brasil, segundo ele, a hipertensão arterial chega a atingir 25% da população da população urbana. No caso do colesterol alto, está presente em 30% das pessoas. Por isso, o congresso apostou também no caráter multiprofissional com a participação de fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros e psicólogos.

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