Prevenção de câncer de mama dentro de ônibus
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sábado, 19 de outubro de 2013
Ana Paula Nascimento<BR>Reportagem Local 
Londrina - O tema parece batido, mas não é. O câncer de mama mata milhares de mulheres em todo o mundo a cada ano e ainda há muita desinformação sobre como prevenir a doença. Na manhã de ontem cinco dos 20 ônibus da Viação Garcia customizados na cor rosa - em alusão ao Movimento Outubro Rosa - serviram de "consultórios ambulantes" para centenas de mulheres jovens e adultas. Em Londrina, o evento aconteceu na Avenida Saul Elkind e na Praça da Igreja São Francisco. A programação também incluiu Cambé, Arapongas e Prado Ferreira. Até o final do mês mais 30 atendimentos do gênero estão agendados em diferentes localidades.
Com o apoio de estudantes de enfermagem de instituições educacionais diferentes, as mulheres subiam, de duas a duas, no ônibus para aprender a fazer o autoexame corretamente. "A ideia é palpar a mama, em movimentos circulares, com certo vigor, desde a parte da axila. Não é para fazer carinho", explicou com bom humor a estudante de enfermagem Emily Naara durante o exame clínico que fez em uma das voluntárias, a dona de casa Silvana Orlandi, de 40 anos, que nunca fez mamografia. "Tenho uma tia que morreu aos 42 anos de câncer de mama porque percebeu o nódulo tarde demais", relatou.
Após o exame, todas as mulheres acima de 40 anos receberam encaminhamento para mamografia. Desta forma, não será necessário marcar consulta prévia no posto de saúde e a previsão é que a autorização para o exame saia em no máximo 15 dias. Durante o evento, foram identificados nódulos em duas mulheres e, nesse caso, o encaminhamento é feito com uma observação que exige uma urgência maior.
Conversando com as mulheres na fila, muitas relataram que costumam fazer o autoexame principalmente durante o banho, mas que temem fazer a mamografia pelo receio da dor; muitas até desistem de fazer o exame já marcado. "O autoexame deve ser feito sempre e principalmente nos 10 primeiros dias após a menstruação e as mulheres deveriam internalizar a necessidade de se cuidarem; de uma vez por ano, como na data do aniversário, fazerem um exame clínico da mama, a mamografia e o exame de colo de útero, que são disponibilizados no posto de saúde", destacou a professora de enfermagem da Unifil, Evanira Chiquetti.
A dona de casa Elizabete Ferreira dos Santos Goulart, de 42, ficou satisfeita com a iniciativa e foi acompanhada da filha, da irmã e de mais uma amiga. Todas participaram das orientações sobre o autoexame. "Eu não tenho histórico de câncer na minha família, mas mesmo assim me preocupo. Se a gente não se cuidar, quem vai cuidar?", questionou. Já a sua filha Karina do Carmo Goulart, que tem 22 anos e pretende estudar Direito, achou legal constatar que o autoexame que já tem o hábito de fazer está correto. "Aprendi vendo as propagandas de televisão. Câncer é algo horrível e todo mundo tem medo", observou.


