Londrina - ''O problema não está na droga, mas nas pessoas, porque são elas que têm consciência e vontade de fazer uso ou não de entorpecente''. A afirmação é do investigador da Polícia Civil de São Paulo, Alexandre Prado Avilez, que há 20 anos atua na prevenção do uso de drogas.
Desde 2001 o investigador desenvolve o Projeto Alicerce em escolas de São Paulo. Ele trabalha temas ligados à prevenção com turmas desde o 6º ano do ensino fundamental até o 3º do Ensino Médio. ''O resultado é muito positivo porque a pessoa mais informada tem menos chance de experimentar entorpecente e, consequentemente, de se tornar dependente'', afirmou.
Para Avilez, as cidades têm que estar preparadas para lidar com situações de uso, abuso e dependência e recomenda que haja um entrosamento entre as secretarias municipais, a fim de que sejam traçados planos imediatos para combater o problema.
Avilez fez ontem a palestra ''Métodos de abordagens preventivas para jovens e adolescentes'', no ''Curso de capacitação de agentes multiplicadores na prevenção ao uso nocivo de drogas'' que está sendo realizado simultaneamente nesta semana em Londrina, no Hotel Bourbon, e em Mauá da Serra, na clínica de recuperação para dependentes químicos e alcoolistas Renascer na Serra.
Os temas abordados são: ''Drogas no cotidiano'', ''Drogas: mecanismos de ação e reação no organismo'', ''Do uso e abuso de drogas na gravidez'', ''Lei nº 11.343/06 - nova lei de drogas'', ''Métodos de abordagens terapêuticas utilizados na prevenção/tratamento'', ''A responsabilidade dos pais para com os filhos'' e ''Prevenção ao uso de álcool e drogas no ambiente de trabalho''.
O curso termina amanhã. Em Londrina, as palestras acontecem das 19h30 às 22h30. O evento é aberto para toda a comunidade. Para participar é necessário doar um quilo de alimento não perecível. Informações pelo (43) 9976-5489.
Demanda crescente
Desde 2005, os londrinenses contam com assistência do Centro de Atenção Psicossocial - álcool e outras drogas (Caps AD), da Secretaria Municipal da Saúde. Diariamente, cerca de 100 pessoas participam das diversas atividades terapêuticas da unidade. Segundo a psicóloga Lígia Sukahori, é desenvolvido um plano terapêutico individual para cada pessoa.

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