Prevenção a desmatamento e queimada na Amazônia será permanente
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de março de 2000
Por Carolina Brígido, especial para a AE 
Brasília, 21 (AE) - A prevenção aos desmatamentos e às queimadas nos nove Estados do Arco do Desflorestamento, na região amazônica, será permanente a partir deste ano. A campanha Amazônia Fique Legal já dispõe de parte dos recursos do orçamento - R$ 3,2 milhões de um total de R$ 24,7 milhões para o ano todo. A campanha foi lançada hoje, na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão do Ministério do Meio Ambiente.
O Arco do Desflorestamento abrange os Estados do Acre, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Amazonas, Pará e Amapá. Os recursos já estão previstos no orçamento da União, que está sendo votado no Congresso. "Acabou a campanha emergencial", comemora a secretária de coordenação da Amazônia, Mary Allegrette, ressaltando que a campanha já está no Programa Plurianual (PPA). Outro avanço é o aumento de pessoas envolvidas no projeto - eram 99 no ano passado e serão 799 neste ano.
Integração - Vão trabalhar juntos no projeto vários órgãos, como a Polícia Federal, as Forças Armadas e o Corpo de Bombeiros. "O que nós pretendemos é estabelecer uma fiscalização integrada", disse o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho. Ele informou que a data de início das operações é para atender a tempo o período crítico de desmatamentos na Amazônia, em maio. O auge das queimadas acontece em junho, e correm risco de ficarem fora de controle entre julho e setembro.
Conscientização - Carvalho lembrou que está incorporado à campanha o Programa de Prevenção e Controle às Queimadas e aos Incêndios Florestais do Arco do Desflorestamento (Proarco), já em andamento. O programa visa a conscientização dos agricultores para a prática da queimada controlada em suas propriedades. Atualmente apenas 17% dos desmatamentos são legalizados. A meta do Ministério do Meio Ambiente é duplicar esse percentual.
O secretário-executivo do Ministério alertou: quem desobedecer as normas do Ibama para queimadas estará sujeito a multas. Parte da fiscalização será feita pela Polícia Militar Ambiental, com efetivo na maioria dos Estados da Amazônia.


