PREVENÇÃO - Medidas simples reduzem risco de infecção
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sexta-feira, 14 de maio de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Hoje é Dia Nacional de Controle da Infecção Hospitalar, mas alguns profissionais ligados à saúde se adiantaram e realizaram uma campanha na manhã de ontem no Calçadão de Londrina. O objetivo da atividade era mostrar alguns dos cuidados que podem ser tomados para evitar a contaminação. O evento foi organizado pelo Hospital Universitário (HU) e Santa Casa de Londrina, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde e da 17 Regional da Saúde.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a infecção hospitalar é a quarta causa de morte no Brasil, perdendo para as cardiopatias e o câncer. Em Londrina, a situação é diferente. De acordo com informações da Gerência Epidemiológica do município, no ano passado o índice de mortalidade entre os pacientes que apresentaram infecção foi de 3%, índice que exclui as infecções hospitalares das principais causas de morte entre os londrinenses.
''A infecção é esperada. Nenhum hospital está livre. Se alguém disser que não tem é porque não investigou'', afirma a enfermeira da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) da Santa Casa, Kátia Fermino Silva Barbosa. Ela informa que no primeiro trimestre de 2004, o índice registrado nos hospitais da Irmandade (Santa Casa, Hospital Infantil e Mater Dei) foi de 3,5%, menor que o exigido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que é 5%. Para hospitais-escolas, a taxa é de 10%. ''O índice é maior porque há mais pessoas que circulam pelo local'', explicou a enfermeira.
A campanha agradou as pessoas que passaram pelo Calçadão. A vendedora Maria Neuza Santos da Silva, 52 anos, disse que aprendeu a importância de lavar as mãos e de não tomar remédios sem receita médica. ''Usando antibiótico sem receita médica, as pessoas tornam as bactérias ainda mais resistentes e difíceis de serem controladas'', explicou a enfermeira.
Dentro do hospital, o visitante deve lavar as mãos quando entra e também quando vai sair. Além disso, ele não deve se sentar na cama e nem levar flores. ''As plantas trazem insetos que podem transmitir doenças'' , destacou.
As áreas de maiores riscos nos hospitais são as de moléstias infecto-contagiosas, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e UTI neonatais. Segundo a enfermeira, alguns processos invasivos, como a colocação de sondas, drenos e tubos respiratórios também aumentam a probabilidade de uma infecção. Ela lembra que a infecção hospitalar não é necessariamente culpa de alguém ou do hospital. ''Nós temos milhões de bactérias pelo corpo, que podem se aproveitar de uma situação em que o sistema imunológico esteja baixo para provocar uma doença'', explicou Kátia.
Para os profissionais de saúde, o controle da infecção hospitalar depende da utilização dos equipamentos de proteção individual, que vão de luvas, óculos a aventais de manga longa. Além dos habitos de lavar as mãos antes e depois de atender os pacientes. ''O equipamento varia de acordo com a gravidade de cada caso'', aponta. Pelo menos um vez por ano a Vigilância Sanitária realiza vistorias nesses estabelecimentos para verificar se as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão sendo seguidas.


