Pretendemos envolver a sociedade na resolução dos problemas
Londrina - O Coletivo Mietta Santiago é o único autodeclarado feminista na UEL. Dentro do campus existem vários outros, mas com temáticas e demandas diferentes. Em Londrina, há pelo menos outros cinco coletivos feministas, cada um com uma reivindicação mais específica.
Dentre os levantados pela reportagem estão Eva - Coletivo Feminista, Rede Feminista de Saúde, Movimento Mulheres em Luta, Maria Vem Com a Gente e ElityTrans. De uma forma ou de outra, os coletivos vêm atuando de forma representativa. Todos possuem páginas no Facebook para contato.
Um deles, a Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, que tem sua regional no Estado, atua há vários anos. Muitas delas, inclusive, participaram ativamente do processo de reforma sanitária. "Nossa principal frente de trabalho é a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Integral de Saúde da Mulher. São várias situações em que atuamos, como a mortalidade materna e violência contra mulher", explica Elaine Galvão, integrante do coletivo local.
Depois do primeiro protesto da Marcha das Vadias na cidade, o grupo Eva Coletivo Feminista surgiu como mais uma iniciativa de combate à violência contra a mulher em todos os aspectos. Segundo Rafaela Duarte, as participantes têm se articulado para oferecer palestras e oficinas, principalmente em escolas, sobre sexualidade, gênero e violência. "Pretendemos, dessa forma, engajar e envolver cada vez mais a sociedade na resolução dos problemas sociais. Temos uma série de desafios pela frente, como formar uma grande rede de apoio. Nosso desejo é que, um dia, não precisemos mais debater a questão da equidade porque os direitos de ir e vir estarão garantidos a todos."
Com pouco mais de um ano de existência, o Movimento Mulheres em Luta (MML) em Londrina, atua junto a comunidades da periferia a fim de empoderar a mulher, sobretudo as que vivem à margem da sociedade. "Nossa principal bandeira é organizar as mulheres trabalhadoras, porque são as que mais sofrem com a opressão e com todos os tipos de violência, e trazê-las para a luta", comenta Ana Soranso. Ainda de acordo com ela, uma das ações do coletivo tem sido a cobrança por uma creche dentro da UEL, já que muitas estudantes são mães e não têm com quem deixar os filhos.(M.T.)





