Brasília, 02 (AE) - A taxa de câmbio pressionada e o impacto que esta taxa pode vir a ter nos índices inflacionários impediram o Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir os juros primários, que foram mantidos em 19,5% ao ano na reunião da última quarta-feira. Fontes do governo confirmaram que o Copom não teve qualquer espaço para continuar a trajetória da queda dos juros por causa da taxa de câmbio.
Analistas de mercado, como o ex-presidente do BC, Gustavo Loyola, garantem que a pressão do câmbio já teve reflexo nos índices de preços no atacado. Segundo técnicos do Banco Central até que estes reflexos cheguem no varejo e tenham impacto na inflação é um processo demorado. Sem comentar o assunto, o diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, insistiu, na quarta-feira, que a inflação está na trajetória esperada pelo governo.
As fontes do governo reconhecem que o ingresso de recursos externos no País seria a forma de retirar a pressão do câmbio. Uma redução das taxas de juros poderia, portanto, ser um desestímulo na atração do capital que pode entrar no País.

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