Pressão de líderes resulta em arquivamento de CPI mista
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de abril de 1999
por Nelson Breve 
Brasília, 8 (AE) - A pressão exercida durante o dia de ontem pelos líderes da base governista para que os senadores que subscreveram o requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Sistema Financeiro retirassem suas assinaturas deu o resultado esperado. À noite, o presidente do Congresso, Antonio Carlos Magalhães, determinou o arquivamento do requerimento, depois que sete senadores voltaram atrás e retiraram suas assinaturas do requerimento. Uma CPI mista é formada por membros da Câmara e do Senado, e os líderes da base aliada ao governo estavam convencidos de que a participação de deputados numa investigação desse tipo acabaria provocando tumulto e até problemas para o governo.
Até o início da noite, o requerimento da CPI mista já havia sido assinado por 27 senadores (número mínimo necessário para o requerimento ser encaminhado à Mesa do Congresso) e 192 deputados. O recuo dos senadores começou quando Antonio Carlos Magalhães chamou a seu gabinete o senador Moreira Mendes, de Rondônia, único pefelista que havia assinado o documento. Os líderes da oposição haviam anunciado que contavam com alguns nomes de reserva para o caso de senadores começarem a retirar suas assinaturas. Mas o requerimento foi arquivado antes que esses nomes de reserva surgissem.
No seu despacho determinando o arquivamento, o senador Antonio Carlos Magalhães informou que os senadores álvaro Dias (PSDB-PR), Casildo Maldaner (PMDB-SC), Djalma Falcão (PMDB-AL), Gilvan Borges (PMDB-AP), Luiz Estevão (PMDB-DF), Maguito Vilella (PMDB-GO) e Moreira Mendes (PFL-RO) haviam declarado que suas assinaturas eram apenas de "apoiamento" e, portanto, inválidas para a oficialização do pedido de instalação da comissão. Além dos senadores, seis deputados tiveram o mesmo procedimento. Portanto, só está oficialmente criada, faltando ainda ser instalada, a CPI dos Bancos no Senado Federal.


