Pressão da opinião pública foi fundamental, diz Tatto
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de abril de 2000
Por Marcus Lopes e Flávio Mello 
São Paulo, 13 (AE) - A pressão da opinião pública foi fundamental para que a oposição conseguisse aprovar o relatório que remete ao plenário a decisão sobre o futuro do prefeito Celso Pitta (PTN). A opinião é do vereador Arselino Tatto (PT), que não tinha certeza de um resultado favorável por causa da posição vulnerável do vereador Natalício Bezerra (PTB). A seguir
trechos da entrevista ao Grupo Estado: GE - O senhor já esperava um resultado favorável para a oposição? Arselino Tatto - Não. O vereador Natalício Bezerra estava adotando posturas diferenciadas nos últimos dias. O que pesou muito foi a pressão da opinião pública e a posição do partido dele, que é favorável à abertura do processo de impeachment. Mas o que interessa é que foi uma vitória de toda a população de São Paulo. Talvez seja o início da recuperação da credibilidade da Câmara. GE - O senhor acredita que o vereador Natalício Bezerra manteria o voto favorável à oposição se não fossem as pressões do partido e da opinião pública? Tatto - Eu quero acreditar que a mudança de posicionamento tenha sido por causa das pesquisas que ele fez com os taxistas. Mas tenho certeza de que o que contribuiu mesmo foi a pressão da opinião pública. GE - Haveria alguma chance de Bezerra mudar de opinião no último momento? Tatto - A Câmara é uma casa política e já foram utilizados todos os tipos de mecanismo para mudar votos de vereadores. Felizmente parece que isso não funcionou hoje. O que funcionou foi o interesse da população para que todas essas denúncias sejam investigadas. GE - A partir de agora começa a disputa no plenário. Será outra guerra? Tatto - A guerra nem acabou. O que aconteceu aqui foi apenas uma batalha. Agora há um trabalho árduo para conseguir os 33 votos e abrir a comissão processante.


