Jerusalém, 13 (AE-AP) - Recebendo o presidente chinês, Jiang Zemin, o líder do parlamento de Israel disse hoje (13) que os laços entre os dois países não deveriam ser baseados em venda de armas do tipo que criou problemas para os israelenses com os americanos.
Os Estados Unidos.têm pressionado Israel para cancelar uma planejada venda de um sofisticado sistema de vigilância aéreo para a China, um lucrativo negócio para Israel, potencialmente avaliado em US$ 2 bilhões. Israel tem dito que não irá cancelar a venda.
O presidente do parlamento Avraham Burg criticou Israel por colocar-se numa incômoda posição entre seu mais forte aliado e um poderoso novo amigo.
"É incorreto que Israel baseie sua relação com algumas regiões do mundo na venda de armas e no comércio de armas. Israel se apertou num canto e Israel deveria sair deste canto", disse Burg a repórteres logo depois de reunir-se com Jiang, o primeiro presidente chinês a visitar Israel.
O ministro do Exterior do primeiro-ministro Ehud Barak rechaçou as críticas, dizendo que o negócio não viola leis americanas.
"Não fizemos nada pelas costas dos Estados Unidos", disse David Levy. "Esses negócios estão correndo por anos".
A venda de armas de Israel para a China remonta a acordo secretos do início dos anos 80, bem antes de os dois países estabelecerem relações diplomáticas em 1992. A visita de seis dias de Jiang a Israel é o clímax do estabelecimento de relações.
Jiang não mencionou o acordo de armas desde sua chegada a Israel na quarta-feira, mas disse numa crítica velada aos Estados Unidos que, com o fim da guerra fria, superpotências não mais controlam os assuntos internacionais.
"Tem se tornado cada vez mais difícil... para as poucas grandes potências ou blocos de grandes potências monopolizarem os assuntos internacionais e controlar o destino de outros países", disse Jiang durante um jantar oficial na noite de quarta-feira.
Jiang tinha programado reunir-se com Barak na noite de hoje.

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