Apesar do presidente Fernando Henrique Cardoso ter pedido pressa nos estudos para a construção do anel rodoviário que irá desaforgar o trânsito nas marginais, em São Paulo, as obras só poderão ser iniciadas no primeiro semestre do ano que vem. Além da inexistência de recursos para o rodoanel no orçamento do Ministério dos Transportes deste ano, o início do projeto depende também da aprovação do Relatório de Impacto do Meio Ambiente (Rima). O ministério espera que o relatório esteja pronto no segundo semestre deste ano.
Ontem, o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, entregou a Fernando Henrique cópia do relatório final do projeto de construção do rodoanel. ‘‘O presidente fez questão de registrar que, com esta obra, ele via concretizada a participação do seu governo na melhoria das condições de vida dos paulistanos’’, contou o ministro. Ao receber o relatório, o presidente fez questão de destacar ainda a sua preocupação com a necessidade de preservação do meio ambiente na região onde o anel rodoviário será construído.
O anel rodoviário que será construído na região metropolitana de São Paulo terá 161 quilômetros de extensão, distribuídos em quatro trechos distintos. Vinte por cento dos carros que transitam nas marginais deixarão de passar pelo município de São Paulo com a construção do rodoanel. Com a obra, deixarão de circular nas marginais 190 mil veículos por dia. O valor total da obra é de R$ 2,8 bilhões para a construção de 161,7 quilômetros.

mockup