Curitiba- Cerca de 100 internos da Colônia Penal Agrícola de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, iniciarão em 20 dias atividades de conservação rotineira da malha rodoviária estadual de Curitiba, Região Metropolitana e litoral paranaense. A atividade faz parte de um convênio assinado entre a Secretaria de Estado dos Transportes e o Departamento Penitenciário (Depen), órgão ligado à Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania. O acordo foi assinado no último dia 10, mas estão sendo realizados ajustes para que os presos, que cumprem pena em regime semi-aberto, possam iniciar as atividades acordadas.
O convênio tem duração de 12 meses e poderá ser renovado. Segundo o coordenador estadual do Depen, coronel Justino Sampaio, todos os internos da Colônia Penal Agrícola têm direito a trabalhar, mesmo que seja fora da prisão, desde que sejam acompanhados por agentes penitenciários. ''Eles trabalham durante o dia e, à noite, são recolhidos. Isso é muito positivo porque aproxima o preso do convívio social'', afirmou Sampaio. Antes do convênio, apenas 3,45% dos presos trabalham em convênios com entidades governamentais e autarquias. Entre elas, o Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar).
Com o convênio que entrará em vigor no mês que vem, o índice de internos em empregos externos vai subir para 14,55%. ''Ainda é muito pouco, mas vamos tentar aumentar a quantidade de convênios'', detalhou. Os internos que progridem para regime semi-aberto não podem ter praticado crimes hediondos, como latrocínios (assalto seguido de morte), tráfico de entorpecentes ou sequestros. ''O regime semi-aberto é curto. Apenas têm direito aqueles que já cumpriram um terço da pena. Depois de 30 dias dentro da unidade, o interno tem teoricamente direito a passar finais de semana com a família, festividades e trabalhar fora. Estamos cumprindo a lei'', complementou.
Os internos recebem como pagamento 75% do salário mínimo. O dinheiro pode ser usado para eventuais necessidades internas dos presos, manutenção da família e depósito em caderneta de poupança. Outra vantagem para o preso, segundo Sampaio, é o fato de que a cada três dias trabalhados, o preso recebe um dia de remissão de pena.
A Colônia Penal Agrícola tem hoje 900 internos. Os internos são escolhidos para os convênios de trabalho externo através do histórico dentro do Sistema Penitenciário. As avaliações são feitas por uma comissão técnica de classificação formada por agentes penitenciários, assistentes sociais, psicólogos e advogados.

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