São Vicente, SP, 21 (AE) - O juiz de São Vicente, Carlos Monerat, decretou na sexta-feira (19) a prisão temporária, por 30 dias, de três dos principais suspeitos da chacina que deixou oito mortos no Jardim Rio Branco, em São Vicente, litoral de São Paulo. Estão presos os ex-PMs Wagner Ferreira da Costa e Jenival Alves Teles de Almeida, além do policial militar José Sebastião Teles de Almeida. Eles não confessaram a autoria dos crimes mas foram reconhecidos por testemunhas, segundo as quais mais duas pessoas participaram da cahcina.
Os dois primeiros estão na Cadeia Pública de São Vicente e o PM está no presídio Romão Gomes, em São Paulo.Os três suspeitos trabalhavam como segurança na Casa de Bailes Continental, frequentada por algumas das vítimas. De acordo com Jorge álvaro Vicente da Cruz, delegado do 1º DP, algumas testemunhas revelaram que eram cinco os envolvidos nos assassinatos. A Polícia espera encontrar os outros dois nos próximos dias.
O delegado revelou ainda que no dia da chacina surgiram três hipóteses: uma briga em um forró, envolvendo dois dos mortos, acerto de contas entre traficantes (logo descartada) ou vingança devido a um homicídio ocorrido há um mês, no qual uma das vítimas teria tido participação. "Mas a hipótese mais provável é a de briga no forró", comentou. Os policiais também apuraram que durante briga na Casa de Bailes Continental, uma semana antes da chacina, dois dos mortos teriam agredido o PM José Sebastião Teles de Almeida.

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