Salvador, 21 (AE) - A polícia baiana prendeu ontem (20) três cigados que mataram o prefeito do municipio baiano de Castro Alves, Geraldo Moura. A informação é de que Moura devia R$ 23 mil a eles. O crime, ocorrido no final do ano passado, foi desvendado nesta semana. Os ciganos foram presos num acampamento perto da cidade de Coração de Maria, a 110 quilômetros de Salvador, e confessaram o crime.
Os irmãos Jeová e José Mendes da Rocha e Almir Oliveira mataram o prefeito, a tiros, numa feira livre de Castro Alves, dia 19 de dezembro. As feirantes Maria Santos e Valdomira Oliveira, também morreram, atingidas por balas perdidas. Os três ciganos confessaram o crime ao delegado André Souza. Disseram que o prefeito Moura pediu o dinheiro emprestado por 60 dias, para utilizar na campanha política. Eles cobraram 12% de juros ao mês. Cinco meses depois Moura comunicou aos ciganos que não iria quitar a dívida e os ameaçou de entrar com uma ação na Justiça.Como vingança, os criminosos decidiram matar o prefeito. Ao serem presos, os três estavam com uma pistola 9 milímetros, dois revólveres calibre 38 e uma garrucha cano duplo.
A família do prefeito questionou o motivo do crime. De acordo com Hilário Fonseca, genro da vítima, o prefeito Moura teria dinheiro para pagar a dívida, se fosse o caso. Ele acha que o crime foi planejado por inimigos políticos do prefeito, que teriam pago R$ 200 mil aos ciganos. A prova disse seriam os R$ 45 mil, em dinheiro, encontrados pelos policiais em poder dos assassinos. A polícia também vai investigar essa hipótese.

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