Agência Estado
Com uma pistola 9 milímetros e três revólveres falsos, quatro presos da Penitenciária do Estado, no Carandiru, em São Paulo, dominaram os carcereiros e tentaram fugir na madrugada de ontem, mas não conseguiram. Eles tomaram 25 reféns, libertados por volta do meio-dia, após uma negociação que garantiu a transferência do grupo para o Centro de Reabilitação Penitenciária (CRP), em Taubaté, interior de São Paulo .
Os presos aproveitaram a troca de turno dos carcereiros, às 5h30, para dominá-los e tentar fugir pela porta da frente do presídio. Eles chegaram a abrir outras celas, mas os demais presos não quiseram acompanhá-los. Os quatro tomaram como reféns outros carcereiros. Por volta do meio-dia, depois de negociar a transferência com o diretor da penitenciária, Aniceto Fernandes, e Lourival Gomes, da Coordenadoria dos Estabelecimentos Penitenciários do Estado (Coespe), eles libertaram os carcereiros.
Às 12h30, os presos José Freire de Oliveira, Paulo Sérgio Rodrigues, Sérgio Oliveira Santos e Antônio Tadeu Barbosa saíram em dois camburões em direção a Taubaté.
São RoqueDepois de uma tentativa de fuga frustrada, os 107 presos da Cadeia Pública de São Roque, a 65 quilômetros de São Paulo, se rebelaram e depredaram o prédio. O carcereiro Renato Soares de Almeida foi tomado como refém e ameaçado de morte. A rebelião teve início às 13 horas e só foi controlada por volta das 16h30. Os presos atearam fogo a colchões e destruíram três das oito celas. A cadeia tem capacidade para 32 detentos e está superlotada.
Segundo o delegado Robson Lourencetti, os presos fizeram a rebelião porque um grupo havia tentado fugir de madrugada, serrando a grade de uma das celas, mas o plano foi descoberto. Havia a possibilidade de transferência de presos ainda ontem.

mockup