O bloqueio de telefones celulares dentro das prisões brasileiras não sairá do papel nos próximos seis meses. Até pelo menos janeiro do ano que vem, os detentos vão continuar com acesso à telefonia móvel para organizar rebeliões, fugas e crimes. A estimativa de tempo para se montar o sistema é do Departamento Penitenciário Nacional, ligado ao Ministério da Justiça, e da Agência Nacional de Telecomunicações. Nesse período, definido ontem em São Paulo após reunião com fabricantes, serão feitos testes em algumas unidades prisionais do país e os Estados farão os processos de compra dos equipamentos. O problema do uso de celulares nas penitenciárias explodiu com a megarrebelião de fevereiro, a maior do sistema prisional brasileiro: pelo telefone, presos do Primeiro Comando da Capital (PCC) articularam a tomada simultânea de 29 unidades em São Paulo.

mockup