France PressePressãoParentes dos sequestradores mantêm o protesto na porta do sistema penitenciário de São PauloOs dez sequestradores do empresário Abílio Diniz, que ontem completaram dez dias em greve de fome, começaram a apresentar perda de memória para fatos recentes e lentidão de raciocínio. Segundo Maria Emília Guerra Ferreira, psicóloga do sistema penitenciário de São Paulo, que examinou ontem os presos, eles também tiveram diminuição dos reflexos e da capacidade de concentração e estão mais irritados.
Ela afirmou, no entanto, que os sequestradores continuam determinados a sustentar a greve até que sua reivindicação, de que sejam expulsos do País, seja atendida. De acordo com a psicóloga e com o médico que examina diariamente os presos, Paulo César Sampaio, eles ficaram animados com a visita do cardeal dom Paulo Evaristo Arns, que esteve ontem na penitenciária.
O cardeal, que passou cerca de meia hora em cada enfermaria (feminina e masculina), não deu declarações ao sair da prisão. Ele estava acompanhado do secretário de Estado da Administração Penitenciária, João Benedicto de Azevedo Marques. Dom Paulo Arns aceitou atuar como mediador entre os sequestradores e o governo. Além dele, estiveram no presídio o vice-presidente da Câmara dos Deputados do Chile, Jaime Naranjo e representantes do consulado da Itália e do Chile. Do lado de fora da prisão, parentes dos sequestradores estrangeiros continuam pressionando as autoridades para uma solução do impasse.

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