Presos suspeitos de sequestro e homicídio
Agência Estado
Do Rio
Agentes da Divisão Anti-Sequestro da Polícia Civil prenderam quatro suspeitos de ter sequestrado e assassinado o empresário Robert Ávila de Souza, de 28 anos, na semana passada. Um dos presos, o soldado do Corpo de Bombeiros Wálter José Ferreira Júnior confessou ter matado o empresário com 12 tiros. O pai de Robert, Eurico de Souza, pretende ir a Brasília encontrar-se com o ministro da Justiça, José Carlos Dias.
O sequestro e morte de Robert abriram uma crise entre as polícias Civil e Militar. O diretor da Divisão Anti-Sequestro (DAS), Fernando Moraes acusou, na sexta-feira, o comandante da Polícia Militar, Pedro Patrício, e o delegado Arquimedes Azevedo de atrapalhar as investigações. Só fui comunicado do sequestro um dia depois de ocorrido: perdi 24 horas de investigação, afirmou Moraes. Estou convencido de que a morte de Robert está ligada à interferência de Patrício e Azevedo. O governador Anthony Garotinho disse que não quer intervir na crise e que aguarda a decisão do secretário de Segurança, Josias Quintal.
Moraes afirma que já havia identificado a quadrilha de sequestradores na quarta-feira passada, quando Robert estava há três dias em cativeiro o corpo do rapaz foi encontrado na manhã de quinta-feira, abandonado num terreno baldio de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Os sequestradores foram presos na tarde de sábado. O soldado do Corpo de Bombeiros Ferreira Júnior foi detido em casa, na Favela Nelson Mandela, na zona norte. Gilberto Lima e os irmãos e detetives particulares Cristiano e Adilson Firmino de Souza estavam andando na rua, em Madureira, quando foram encontrados.
Ferreira Júnior contou que matou o empresário a mando do traficante Odair Nonato, o Dauê. Esse caso está muito babado (divulgado) e ele já viu o meu rosto, teria dito o traficante. Segundo o bombeiro, os sequestradores agiram com base nas informações de um ex-funcionário de Robert, Jorge Batista, que fugiu para São Paulo. Dauê também está foragido.
Rodolfo Acri, pai do estudante Rodrigo, de 19 anos, sequestrado e assassinado no mês passado, depois de a família ter pago o resgate, esteve na DAS, na noite de sábado. Ele convidou Eurico de Souza a ir a Brasília até o fim desta semana. Eles vão pedir ao ministro José Carlos Dias e a parlamentares o bloqueio dos bens de vítimas de sequestro e que a prisão perpétua seja instituída para punir crimes hediondos.





