Presos suspeitos de sequestrar bancários
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terça-feira, 06 de julho de 1999
Por Renato Lombardi 
São Paulo, 07 (AE) - Os assaltantes Carlos Eustáquio Ferreira Mafra, de 45 anos, condenado a 23 anos, e Percival Aparecido Gregório, de 45, condenado a 26, acusados do sequestro de gerentes e tesoureiros de bancos, foram presos na manhã de hoje na agência do Banespa da Avenida Adolfo Pinheiro, em Santo Amaro
na zona sul da capital paulista.
Três cúmplices fugiram. Os dois ladrões, com duas pistolas automáticas, desarmaram os vigias Geraldo Pereira dos Santos e Gilson Vicente da Silva. Depois, forçaram o supervisor da agência, Masami Bagara, a entregar o dinheiro do cofre.
Mostraram fotografias da fachada da casa de Bagara e de outros bancários. Alegaram que as famílias eram mantidas reféns pelo resto da quadrilha. Se não entregassem o dinheiro, todos morreriam.
Os ladrões não contavam com a chegada dos soldados Demerval Ignácio da Silva Fernandes e João Batista das Neves, alertados pelo Centro de Operações da PM. O alarme do banco tinha disparado. Mafra, o Lady Mafra, e Gregório ameaçaram matar os vigias.
Com a chegada de outros seis soldados, os ladrões libertaram os reféns, puseram as mãos na cabeça e pediram para não ser mortos. Gregório levava uma automática calibre 380 e Lady Mafra, uma 7,65.
Ele carregava uma mochila e uma pasta com as fotos da fachada das casas dos funcionários do Banespa, um celular, um par de luvas pretas e dois pentes com munição de calibres 7,65 e 380.
Os assaltantes contaram aos policiais que cumpriram condenação no Presídio de Franco da Rocha e estavam em liberdade condicional havia alguns meses. Segundo os ladrões, amigos deram os dados sobre os bancários. Para forçar a entrega do dinheiro, blefaram quanto ao sequestro das famílias.
Os dois ladrões foram autuados por tentativa de assalto e porte ilegal de armas. Para o delegado Ruy Ferraz Fontes, com essa prisão, podem ser esclarecidos vários casos de sequestro de funcionários de bancos e seus parentes.
Os assaltantes pretendiam sequestrar uma chinesa com escritório na Liberdade, que compra e vende dólares. Na pasta de Gregório havia um croqui com o roteiro desde a saída dela do escritório até a residência.


