Curitiba - Três homens que deveriam cuidar do Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa (Campos Gerais), foram presos suspeitos de provocar incêndio nessa unidade de conservação permanente. O trio trabalhava para uma empresa terceirizada que prestava serviço de manutenção no parque. Eles eram jardineiros e faziam parte da brigada contra incêndio.
O subtenente da Polícia Ambiental, Jamil Dainelli, explicou que as autoridades já estavam de olho nos três funcionários por conta dos mais de 70 focos de incêndio surgidos em locais de difícil acesso de Vila Velha desde o ano passado. De 2011 até segunda-feira, o fogo danificou 684,93 hectares de vegetação da unidade.
Os três suspeitos foram detidos por policiais militares do Batalhão de Polícia Ambiental, que foram avisados de um foco de incêndio no parque por uma funcionária do Centro de Recepção ao Turista. As chamas foram apagadas depois de queimarem cerca de 3 mil metros quadrados de vegetação.
Na busca pelo autor do crime, os policiais localizaram pegadas de uma pessoa no local onde o fogo começou e chegou aos três funcionários. Com o apoio da equipe de Inteligência da 3 Companhia de Polícia Ambiental de Guarapuava, eles identificaram um dos funcionários como responsável pelo incêndio. O rapaz contou aos policiais que usou uma vela para atear fogo na vegetação e, em seguida, desceu para almoçar com seus dois colegas. Os outros dois funcionários foram detidos porque, sabendo das intenções do colega, nada fizeram para impedir que ele levasse a ideia adiante.
A polícia investiga as motivações do crime a possibilidade de uma outra pessoa estar envolvida no caso. Os três suspeitos foram levados à 13Subdivisão Policial de Ponta Grossa e autuados por causar danos em florestas. Depois, foram encaminhados ao minipresídio Hildebrando de Souza. O crime é inafiançável e eles podem pegar até cinco anos de detenção.

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