Curitiba - Policiais da Delegacia de Homicídios informaram ontem que prenderam dois suspeitos do assassinato do promotor Roberto Moellmann Gonçalves Barros, 39 anos, crime ocorrido na semana passada em Curitiba. Segundo a polícia, Adriano Allpinhak da Silva, 27, suposto mentor do crime, era amigo do promotor e freqüentava a casa dele. As prisões ocorreram na sexta-feira e no domingo, mas foram divulgadas apenas ontem.
  Allpinhak disse aos policiais que a intenção era apenas praticar um assalto na casa de Moellmann, e não matá-lo. À imprensa, o suspeito afirmou que foi coagido a praticar o crime e que está sendo ameaçado. Ele se apresentou à polícia e indicou que outros dois homens participaram da ação. Um deles, Anderson Marola, 29, foi preso, mas nega ter matado o promotor. Um terceiro suspeito, que está foragido, teve o retrato falado divulgado ontem.
  A Polícia Civil informou que o pai de Allpinhak foi preso por porte ilegal de arma, mas não participou do crime. A faca utilizada para matar o promotor teria sido jogada fora perto da casa da vítima. Segundo o delegado Aprígio Paulo de Andrade Cardoso, Allpinhak explicou que pouco antes do crime estacionou seu carro em frente à casa do promotor. Dentro do porta-malas do veículo, estavam Marola e o outro suspeito.
  ‘‘O promotor abriu a porta para o amigo e logo em seguida entraram os outros dois, dando voz de assalto. Nesse momento, Adriano (Allpinhak) fingiu surpresa, se fez de vítima. Ele nos disse que os outros dois homens mataram o promotor’’, disse o delegado.
  Segundo a polícia, o grupo levou uma câmera, um celular, jóias e cartões de banco. No dia seguinte ao crime, Allpinhak teria sacado R$ 1.500 de duas contas do promotor. Ao realizar um desses saques, teria sido flagrado pelo sistema de vídeo da agência.

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