Presos suspeitos de falsificar selos do Inmetro
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terça-feira, 12 de abril de 2011
Adriana Franco <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Operação Olho de Boi, coordenada pela Polícia Federal em Curitiba, em parceria com as PFs de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Bahia, além do Distrito Federal, cumpriu 34 ordens de prisão e de busca e apreensão, ontem, nos seis Estados.
Ao todo foram dez prisões, três são referentes ao Paraná. A ação policial ocorreu por causa da investigação relacionada à falsificação de selos do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria (Inmetro). Além de Curitiba, também ocorreram diligências em Nova Esperança do Sudoeste, Dois Vizinhos e Francisco Beltrão.
Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários, Igor Romário de Paulo, os envolvidos no crime pegavam extintores usados e vencidos e colocavam um novo selo do Inmetro sem fazer manutenção ou recarga do produto. Os extintores mais utilizados para aplicar o golpe eram de automóveis. As empresas envolvidas fabricavam os selos falsos e faziam todo o trabalho de embalar os equipamentos anti-incêndio. Uma gráfica do interior do Estado e outra da Bahia imprimiam o material para fazer a falsificação.
A investigação durou quase oito meses. Tudo começou graças a uma denúncia de funcionários do próprio Inmetro. De acordo com o gerente do órgão, Roberto Tamari, os selos eram reproduzidos de maneira quase perfeita, impossibilitando que um leigo fizesse a diferenciação. No Paraná, há 93 empresas cadastradas no Inmetro para comprar os selos originais
A maior parte dos mandados de prisão foi cumprida no interior de São Paulo, onde integrantes da quadrilha faziam negociações. Tamari contou que os extintores irregulares eram vendidos com valores entre R$ 8,00 e R$ 15,00. ''Toda a renda ficava para eles, porque o custo que tinham era baixo e ainda não pagavam impostos sobre a mercadoria'', declarou. No mercado comum, o produto original é vendido por R$ 15,00.
Ainda não foi calculado o prejuízo que as falsificações causam aos cofres públicos.


