Rio, 16 (AE) - Policiais do 52º Distrito Policial de Nova Iguaçu, no Rio, prenderam seis integrantes de uma quadrilha acusada de praticar sequestros relâmpagos e matar sete pessoas desde o início de junho. A quadrilha mantinha as vítimas em uma casa no bairro da Luz, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Após o sequestro e com os cartões de bancos das vítimas, com as respectivas senhas, os assaltantes faziam saques em caixas eletrônicos. Depois disso, matavam as pessoas.
No cativeiro, de dimensões mínimas - 4m x 2m -, foram encontradas muitas roupas (algumas delas das vítimas), um fogão, um pequeno armário e um aparelho de som. Com os bandidos foram apreendidas armas e munições. No final da tarde de hoje, a polícia encontrou uma casa, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, que também servia de cativeiro para a quadrilha e onde ficaram presos o padeiro Adão Elias e o jornaleiro Florisvaldo Costa, sequestrados, ao mesmo tempo, no início da semana.
Segundo a polícia, as vítimas eram assassinadas em um terreno a cerca de 100 metros do cativeiro de Nova Iguaçu. Sabe-se que uma pessoa foi queimada viva pelos assaltantes. Entre os integrantes da quadrilha há três pessoas da mesma família: Geneci Sebastião da Silva, de 42 anos, sua mulher, Maria Alves de Freitas, e o filho do casal, Alex Esteves da Silva, de 21. A polícia acredita que a quadrilha era formado por pelo menos nove pessoas. Duas estão foragidas.
O delegado responsável pela prisão do grupo, José Afonso Mota, disse que os bandidos são suspeitos do assassinato do motorista Reinaldo Luiz Pereira, que trabalhava para o deputado federal José Távora, e de dois estudantes, entre eles Márcio Alexandre Lemos, filho do produtor musical Mauro Motta Lemos.

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