Presos se rebelam na cadeia de Uraí
Silvana Leão
De Londrina
Um motim, que durou aproximadamente uma hora, danificou três das cinco celas da cadeia de Uraí (26 km a oeste de Cornélio Procópio), ontem, no início da noite. Depois de uma tentativa de fuga, na madrugada de domingo, 14 dos 23 presos aproveitaram a presença do carcereiro Fernando Castelari, no final da tarde, para fazê-lo refém e iniciar o motim. Um dos motivos seria a falta de refeições aos domingos.
Segundo o tenente Clodoaldo José Gonçalves, da 2ª Companhia da Polícia Militar de Bandeirantes, que negociou com os detentos, no momento que pegararam o carcereiro como refém eles utilizavam como arma facas improvisadas e um pedaço de pau. Depois, aproveitaram pedaços de uma porta já danificada para estragar outras.
Colchões e cobertores também foram queimados no corredor, mas de acordo com o tenente, os presos, diante do risco de asfixia, controlaram o fogo com a ajuda de policiais. O delegado Ivan Bianchini disse que não saber exatamente por que os detentos se rebelaram.
Bianchini afirmou que os presos não podem reclamar da falta de comida aos domingos, pois quando a Igreja não fornece refeição, ele providencia pão, mortadela, frutas e refrigerante. Segundo o delegado, este foi o primeiro motim na delegacia. A situação está complicada desde domingo passado, quando prendemos em flagrante quatro rapazes furtando um veículo na cidade. Eles vieram de Rio das Pedras (SP) e três estão com mandato de prisão decretado.
Os três presos são Márcio Cardoso Sales, Marco Antonio de Araújo e Ricardo Rodrigues dos Santos. Os três lideraram o motim e pediram a transferência para São Paulo. A situação foi controlada quando os presos aceitaram o acordo proposto pelo tenente Clodoaldo. Ele prometeu agendar para hoje uma conversa com o juiz da comarca.
Segundo o delegado, será instaurado inquérito por motim e danos ao patrimônio público. As celas terão que ser reformadas. Vamos ver com a subdivisão de Cornélio Procópio para onde iremos transferir os presos enquanto durarem as obras.





