Recife, 23 (AE) - Terminou no início da tarde de hoje a rebelião no Presídio Militar de Paratibe, município metropolitano de Paulista, em Pernambuco, iniciada ontem à noite. Segundo os presos, com o motim eles protestavam contra a falta de colchões, comida ruim e precariedade das instalações.
Os 87 presos - cabos, soldados e sargentos à espera de julgamento ou cumprindo prisão disciplinar - impediram o fechamento das celas, por volta das 21h30 de eontem, e foram para o telhado, onde permaneceram até hoje de manhã. Com os rostos cobertos, pediam a exoneração do diretor e divulgaram uma relação de reivindicações.
Além de alimentação de melhor qualidade e colchões para evitar que parte dos presos durma no chão, eles querem uma ambulância 24 horas no local, revisão do sistema hidráulico e elétrico e banho de sol diário.
A rebelião, que não deixou feridos, nem promoveu quebradeiras, acabou quando o corregedor militar, tenente-coronel Alexandre Brito, prometeu, de imediato, enviar colchões e resolver o problema da comida.

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