Tremembé, SP, 07 (AE) - Hoje, por volta das 15h50 começou uma rebelião na Penitenciária Edgar Magalhães Noronha, em Tremembé, no Vale do Paraiba. Dois pavilhões do presídio, que funciona em regime semi-aberto, foram tomados pelos presos. Os amotinados mantiveram um grupo de 10 agentes penitenciários como reféns durante três horas. No fim da tarde eles foram liberados.Os funcionários trabalham sem nenhum armamento por causa do sistema do presídio.
O diretor da Penitenciária, Carlos Alberto Corade tentou contornar a situação, mas os presos exigiram a presença da juíza-corregedora da Taubaté, Sueli Zeraick Armani, que segundo informações estava viajando. Os detentos protestaram contra a fiscalização feita na Penitenciária para combater o uso de drogas e ainda exigiam áreas de lazer no rpesídio, com instalação de piscinas e quadras cobertas.
Alguns carcereiros afirmam que os rebelados, armados de facões, também ameaçavam agredir e matar os presos do seguro, aqueles jurados de morte, que vivem separados.Cerca de 70 policiais foram acionados.Do lado de fora, familiares aguardavam notícias dos presos envolvidos no motim. O número de rebelados não foi divulgado pelos funcionários.
Até as 19h a juíza-corregedora ainda não havia chegado, mas os agentes de segurança foram liberados depois que o diretor da cadeia confirmou a presença da juíza, às 18h50, e a situação permanecia controlada. No local estão 1.060 presos e não há superlotação. O presídio foi assaltado no último dia 6 de agosto por quatro homens que levaram cerca de R$ 50 mil, dinheiro do pagamento de salários dos presos que trabalham em hortas e produção de calçados.

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