Quatro presos foram assassinados pelos colegas e dois ficaram gravemente feridos ontem, durante rebelião na cadeia pública de Carumbé, em Cuiabá, Mato Grosso do Sul. Os presos mortos, todos eles condenados por estupro, foram agredidos com barras de ferro por detentos de outra seção, explicou o tenente-coronel Evandro Medeiros, acrescentando que a polícia entrou no presídio, retirou os corpos e obrigou os 400 presos a voltarem para suas celas.
Conforme explicou Medeiros, um dos mortos tentou seduzir a mulher de outro preso, ‘‘o que rompe o código de ética das prisões, que visa principalmente aos condenados por estupro’’.
Segundo a polícia, o Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo que dirigiu os motins simultâneos registrados há dez dias em 29 prisões de São Paulo, não está por trás desta ação violenta. No entanto, a polícia admitiu que um dos líderes do PCC, William Camacho, ou ‘‘Marcola’’, passou seis meses nesta penitenciária antes de ser levado a São Paulo.
Bauru Outra rebelião, ontem de manhã, na Penitenciária 2 de Bauru (SP), deixou 12 presos feridos. O motim durou duas horas. Três agentes penitenciários foram mantidos como reféns. Segundo a Polícia Militar, o levante começou quando os presos tentaram fazer o ‘‘cavalo louco’’ (avanço em massa numa única direção) para tentar ‘‘massacrar’’ um grupo ligado ao PCC que seria transferido.
Segundo o comando da PM, os presos não aceitam a presença da organização criminosa no local. De carona na ação, eles tentariam uma fuga em massa. Para impedir a ação, policiais militares que faziam a guarda externa atiraram e atingiram três sentenciados nas pernas. Eles foram socorridos em um hospital da cidade e passam bem.

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