Goiânia, 17 (AE) - Uma rebelião de presos na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Goiás mobilizou hoje centenas de policiais. Armados de facas, os mais de 220 rebelados fizeram três reféns na noite de ontem (16). A rebelião no bloco 1 da CPP durou 14 horas e só foi solucionada por volta das 11 horas de hoje, quando foram libertados o agente carcerário Gibson Pedro Vieira e os vigilantes carcerários Lucivane Pereira da Silva e Sideni Júnior de Oliveira.
Um grupo de seis presos ficou ferido, mas apenas o estuprador João Batista da Silva precisou ser internado no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde permanece sob observação.
Para chegar a um acordo, os presos exigiam a destituição do diretor-geral da CPP, Sidney Costa e Souza, e o fim da superlotação do presídio, que hoje é ocupado por 650 homens. Os presos também exigem o fim de revistas noturnas, onde eles seriam colocados deitados nus sobre o cimento frio. Foi denunciado também o aluguel de chinelos pelos militares a 2 reais para visitantes, que não podem entrar de sapatos no presídio. Os presos pedem ainda um diretor de Recuperação e Assistência para cuidar dos processos dos detentos.

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