Presos rebelam-se em delegacias do Rio
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domingo, 10 de outubro de 1999
Por Andréia Maia 
Rio, 11 (AE) - A expectativa de transferência de presos para a Casa de Custódia - local onde os detentos aguardam julgamento - foi a causa das duas rebeliões ocorridas ontem (10) à noite nas delegacias da Tijuca, na zona norte do Rio, e da Barra, zona oeste. O delegado da 16.ª DP (Barra da Tijuca), Napoleão Andrade, disse que os 69 presos da delegacia querem ser removidos para o local, como ocorreu com os detentos da delegacia do Leblon. "Os presos estão ansiosos pela transferência", disse. Nos dois motins, ninguém ficou ferido.
A Secretaria Estadual de Justiça informou hoje que os presos da 16ª DP serão transferidos para a Casa de Custódia Milton Dias Moreira, no Complexo da Frei Caneca, até o fim da semana. A desativação da delegacia estava prevista para acontecer na sexta-feira (08), mas questões burocráticas impediram a remoção. Na 16.ª DP, são 69 homens divididos em quatro celas. Foi a segunda rebelião ocorrida na delegacia este ano.
Os 163 presos da 19.ª DP não têm previsão para ser transferidos. A última tentativa de fuga na delegacia ocorreu em setembro de 1998. Com capacidade para apenas 60, a carceragem está superlotada.
Na rebelião de ontem à noite, os detentos haviam serrado algumas grades, quando foram descobertos por um policial que desconfiou da movimentação na carceragem. A delegacia foi cercada pela PM, que não entrou em ação. Mesmo acuados, os presos atearam fogo em lençóis, cobertores e colchões.
Corpos - Um total de seis corpos, dos quais dois carbonizados, foi encontrado por policiais militares em bairros de São Gonçalo (Grande Rio). Até o fim da tarde de hoje, as vítimas - aparentando entre 18 a 20 anos - não haviam sido identificadas pela polícia. Os dois corpos carbonizados estavam dentro do porta-malas do chevete de placa LAN- 3864, abandonado na Rodovia Niterói- Manilha. Outros quatro baleados foram achados entre os loteamentos Guaxidiba e Jardim Catarina. Policiais da 74.ª DP (Alcantâra) investigam as mortes e suspeitam do envolvimento das vítimas com o tráfico de drogas.


