Cuiabá, 25 (AE) - Duas crianças mantidas refpens pelos 300 presos da Penitenciária da Mata Grande, em Rndonópolis (MT), foram libertadas hoje pela manhã. Outras 23 pessoas, parentes dos detentos, continuam em poder dos rebelados. O motim teve início na quarta-feira durante o horário de visitas. Após o corte de energia, água e alimentação no presídio, os detentos suspenderam as negociações.
Os rebelados exigem a transferência para outros presídios e revisão de penas já vencidas. Temendo reação dos presos, a direção do estabelecimento não autorizou ainda a entrada de policiais, mas a medida não foi descartada. A possibilidade de conflito, a princípio, está descartada uma vez que os 23 reféns que dominam são familiares. O motim é liderado por traficantes armados.
Há três meses, o ministro da Justiça José Carlos Dias foi recebido à bala no local ao tentar inaugurar uma ala do presídio. Mais de 150 soldados se deslocaram de Cuiabá para reforçar a segurança do local. O coordenador do Sistema Penitenciário de Mato Grosso, José Carlos Carvalho, responsabilizou o juiz da Vara de Execuções Penais de Rondonópolis, Pedro Pereira Campos, pela rebelião no presídio. O juiz disse que nenhum preso está com a pena vencida.

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