Belo Horizonte, 04 (AE) - Os 72 detentos da Cadeia Pública de Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, se relebaram hoje à tarde e mantiveram 25 pessoas como reféns, por duas horas e meia. Os presos protestavam contra a superlotação da cadeia, que tem capacidade para 30 internos. Durate o motim, exigiram a presença de autoridades do Judiciário para discutir transferências e revisões de processos.
A cadeia foi cercada por dezenas de policias militares e civis, que tiveram o auxílio de dois helicópteros. Por volta das 17h30, os rebelados liberaram os reféns, a maioria parentes deles próprios, surpreendidos no horário de visitas. O promotor de Justiça Adriano Oliveira, que negociou o fim da rebelião, informou que vai solicitar à Justiça a interdição da cadeia.
"As celas estão superlotadas e não há condições mínimas de segurança", disse. "A interdição é necessária para que sejam feitas obras que permitam abrigar todos os detentos", acrescentou. Dos 72 presos de Lagoa Santa, 12 são albergados e 60 já foram processados ou estão detidos em flagrante, pelos mais diversos crimes. Oliveira revelou que a cadeia é campeã em registro de fugas: só no ano passado, foram 46. "O pessoal usa até gilete para cortar as grades", afirmou.

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