Recife, 23 (AE) - Um acordo firmado com o comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, major Benjamim Veloso, e o juiz da comarca, pôs fim à rebelião dos presos da Cadeia Pública de Garanhuns, a 230 quilômetros do Recife, iniciada na noite de ontem. Os detentos rebelaram-se em protesto pela superpopulação, falta dágua e inexistência de administração, que é feita de forma improvisada pelos guardas que trabalham no local. A cadeia abriga 78 pessoas embora tenha capacidade para 32. Durante o motim, os presos queimaram colchões, quebraram lâmpadas e fizeram muito barulho batendo canecas e outros instrumentos nas grades.
O comandante do 9º BPM e o juiz local negociaram com uma comissão dos presos até a madrugada de hoje, quando a situação voltou à normalidade. Foi prometida a volta do abastecimento de água com caminhões-pipa - que havia sido paralisado há uma semana devido a greve dos pipeiros - e outras solicitações dos presos foram encaminhadas à Secretaria Estadual de Justiça. Também uma denúncia de espancamento de um preso por dois soldados da PM será investigada, de acordo com o major Veloso.

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