Detentos de ao menos quatro unidades do Paraná promoveram, ontem, rebeliões que ocorreram simultaneamente no início da tarde. A série de motins, que estaria ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital), ocorreu em Toledo, Cascavel, Assis Chateaubriand e Foz do Iguaçu, onde a rebelião foi ainda mais intensa.
  Segundo funcionários das quatro unidades, os presos envolvidos não fizeram nenhuma reivindicação específica, confessaram fazer parte do PCC e alegaram estar seguindo ordens da facção de São Paulo. Na Delegacia de Toledo, onde estão 140 presos, a rebelião começou por volta das 14h30 e durou pouco mais de uma hora. Não houve reféns nem feridos. Em Cascavel, na delegacia que possui cerca de 490 presos, o tumulto ocorreu no período da manhã. A confusão durou cerca de uma hora, também sem reféns nem feridos, mas diversas celas e objetos foram destruídos.
  A Delegacia de Assis Chateaubriand foi tomada pela rebelião por volta das 15h. Segundo funcionários, todos os 47 presos da delegacia estiveram envolvidos na confusão, que apesar de ter durado cerca de duas horas, não teve reféns nem feridos, apenas destruição de objetos.
  A rebelião foi mais intensa na cadeia de Foz do Iguaçu, onde o movimento atuou de forma ainda mais organizada. O tumulto, que teve início às 10h, não havia terminado até o fechamento desta edição. Na unidade existem cerca de 800 presos, mas segundo funcionários, só a metade dos detentos estariam participando da rebelião.
  Além de ter destruído celas e tomado conta de parte da unidade, os presos fizeram um funcionário de refém. Durante todo o tempo, a cadeia estava cercada por policias para que não houvessem fugas. Além disso, um promotor de justiça e o diretor da cadeia pública, Hugo Vidal, tentaram negociar com os presos, que reivindicaram melhores condições físicas. ‘‘Eles falaram que não querem ser humilhados e querem melhor tratamento, mas o que eles aguardam mesmo é um parecer de São Paulo. Eles seguem o movimento de lá e agem de acordo com o que os membros reivindicam’’, disse Vidal.

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