Goiânia- A Polícia Federal prendeu anteontem, durante a Operação Caloria, 10 profissionais da área de saúde de Goiânia que produziam e distribuíam ilegalmente medicamentos para emagrecer. Entre elas um médico e dois farmacêuticos. ‘‘As identidades não serão reveladas’’, afirmou a PF. Pelo menos mais cinco pessoas, ainda sob investigação, integram o grupo.
  Os remédios eram produzidos em laboratório no centro de Goiânia. À base de anfetaminas e fluoxetina, que somente podem ser comercializados sob licença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as drogas para emagrecimento foram vendidas em clínicas e farmácias de manipulação e drogarias em Goiânia, no Paraná, Minas Gerais, Distrito Federal, Portugal, Suíça e Espanha.
  Os dez presos foram autuados por tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico.

  Morte - Uma pessoa morreu e outras cinco se encontram em estado grave na França por terem usado pílulas para emagrecer preparadas por uma farmácia de Paris. Outras 70 podem ter consumido o medicamento, mas os serviços médicos ainda não conseguiram localizá-las. Desde meados de abril, 16 pessoas foram hospitalizadas por ter ingerido este composto farmacêutico e apenas duas receberam alta.
  As vítimas apresentaram sinais de intoxicação devido a uma quantidade extraordinária de hormônio da tiróide, informou Didier Houssin, diretor-geral da Saúde.
  As pessoas afetadas sofrem de palpitação, febre e diarréia. Atualmente, cinco se encontram numa espécie de ‘‘coma metabólico’’ devido a um ‘‘déficit neurológico de prognóstico reservado’’.(Com France Presse)

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